Entrar

Modernização do campo: produz mais, emprega menos

A técnica mudou o campo, mas conservou a terra concentrada: é a modernização conservadora.

caiu 11× no ENEM · 2011 (2) · 2022 · 2021aula de 2 minutos
1

Em 60 segundos

A partir dos anos 1960–70, a Revolução Verde levou ao campo brasileiro máquinas, adubos, agrotóxicos, sementes melhoradas, irrigação e crédito. A produtividade disparou, o Cerrado virou lavoura (solos pobres corrigidos com calcário) e a fronteira agrícola avançou para o Centro-Oeste. O custo: quem não tinha capital ficou de fora, a terra se concentrou, as máquinas substituíram trabalhadores (êxodo rural, boias-frias) e vieram impactos ambientais (agrotóxicos, erosão, salinização). Por isso se fala em modernização conservadora: moderniza a técnica, conserva a desigualdade. Hoje o campo é conectado e pluriativo (novas ruralidades).

  • ✓

    Mais produtividade e mais insumos, mas menos empregos no campo

  • ✓

    Terra mais concentrada: quem tinha capital comprou máquinas e terras

  • ✓

    Técnica mede e contorna o clima e o solo; não os 'corrige' por mágica

  • ✓

    Fronteira agrícola moderna ocupou o Cerrado e o Centro-Oeste

  • ✓

    Novo rural: morar no campo já não significa viver da agricultura

2

Veja funcionando

quem tinha capital
Máquinas, adubos, agrotóxicos, sementes
Crédito e pesquisa (Embrapa)
Revolução Verde / modernização
Produtividade e exportação sobem
Fronteira agrícola avança no Cerrado
Concentração de terras
Máquina substitui trabalhador
Êxodo rural e boias-frias
Agrotóxicos, erosão, salinização
Novo rural: conectado e pluriativo
A modernização do campo em um esquema: os insumos elevam a produção e empurram a fronteira, mas concentram a terra, cortam empregos e cobram um preço ambiental.