Modernização do campo: produz mais, emprega menos
A técnica mudou o campo, mas conservou a terra concentrada: é a modernização conservadora.
Em 60 segundos
A partir dos anos 1960–70, a Revolução Verde levou ao campo brasileiro máquinas, adubos, agrotóxicos, sementes melhoradas, irrigação e crédito. A produtividade disparou, o Cerrado virou lavoura (solos pobres corrigidos com calcário) e a fronteira agrícola avançou para o Centro-Oeste. O custo: quem não tinha capital ficou de fora, a terra se concentrou, as máquinas substituíram trabalhadores (êxodo rural, boias-frias) e vieram impactos ambientais (agrotóxicos, erosão, salinização). Por isso se fala em modernização conservadora: moderniza a técnica, conserva a desigualdade. Hoje o campo é conectado e pluriativo (novas ruralidades).
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Mais produtividade e mais insumos, mas menos empregos no campo
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Terra mais concentrada: quem tinha capital comprou máquinas e terras
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Técnica mede e contorna o clima e o solo; não os 'corrige' por mágica
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Fronteira agrícola moderna ocupou o Cerrado e o Centro-Oeste
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Novo rural: morar no campo já não significa viver da agricultura