Arte brasileira: muitas matrizes, uma síntese
Do candomblé à vanguarda europeia, a arte brasileira se faz misturando e relendo matrizes.
Em 60 segundos
A cultura brasileira se pensa no plural: Darcy Ribeiro fala em vários Brasis, cada um com cultura própria, e a arte nasce do encontro de matrizes (indígena, africana, europeia, popular). Desde o Modernismo, o projeto é fundir conteúdo nacional e linguagem de vanguarda: Rubem Valentim põe signos do candomblé em abstração geométrica europeia. A arte afro-brasileira não se define pela cor do artista, e sim pela vivência dele com a cultura negra. E reler o popular pode ser posição política: Zuzu Angel levou o cangaço à alta-costura em 1969, em plena ditadura.
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Cultura brasileira no plural: vários Brasis, várias matrizes
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Modernismo: conteúdo nacional + linguagem de vanguarda europeia
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Arte afro-brasileira: definida pela vivência, não pela etnia
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Ferramentas de orixás na obra apontam a matriz africana
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Reler o popular pode ser resistência (moda e cangaço em 1969)