Variabilidade: a matéria-prima da evolução
A seleção só escolhe entre diferenças que já existem; quem cria as diferenças é o acaso.
Em 60 segundos
Evolução é a modificação das características hereditárias de uma população ao longo das gerações, sem meta nem topo. Para isso, os indivíduos precisam ser diferentes. Duas fontes geram essa diferença: a mutação, única fonte de alelos novos, e a recombinação da reprodução sexuada (crossing-over, segregação independente na meiose e fecundação entre indivíduos diferentes), que embaralha os alelos existentes. Mutação é aleatória: não surge porque o organismo precisa, nem é induzida pelo ambiente. O ambiente só entra depois, selecionando as variantes que já existem. Sem variação herdável, não há evolução.
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Mutação: única fonte de alelos novos, e é aleatória
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Recombinação (meiose + fecundação cruzada) embaralha alelos
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O ambiente seleciona variações; não as cria
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Evolução = mudança hereditária, não progresso nem 'melhora'
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Pólen e fecundação cruzada aumentam a diversidade genética
Veja funcionando
🎛️ Suba o número de pares até 23 e veja a variedade explodir: só a segregação independente já dá mais de 8 milhões de gametas diferentes por pessoa.
🧪 Simulação
Quantos gametas diferentes a meiose produz?
Mude o número de pares de cromossomos e veja quantos tipos de gameta a segregação independente gera, e quantos filhos diferentes um casal pode ter.
- Tipos de gameta por indivíduo
- 8
- Combinações possíveis no zigoto (dois pais)
- 64
Com 3 pares, cada indivíduo forma 8 tipos de gameta e um casal pode gerar 64 combinações. Na reprodução assexuada, o filho é um clone: 1 combinação só.