Método científico: Bacon, Galileu e a indução
A ciência moderna troca a autoridade dos livros antigos por experimento, hipótese e matemática.
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No século XVII nasce a ciência moderna, contra a física escolástica, que explicava o mundo por qualidades e pela autoridade de Aristóteles. Bacon propõe a indução experimental: observar muitos casos, variar condições e interrogar a natureza (a “tortura dos experimentos”), livre dos ídolos da mente. Saber é poder, e a natureza vira objeto. Galileu diz que o livro da natureza está escrito em língua matemática: medir e calcular. O cientista propõe hipóteses e as confronta com a observação. Cuidado: a indução dá conclusões só prováveis; conclusão necessária é da dedução.
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Bacon: indução e experimento contra os ídolos da mente
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Galileu: a natureza se lê em números e figuras geométricas
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Indução vai do particular ao geral e dá só conclusão provável
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Hipótese: explicação provisória testada contra a observação
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A ciência moderna trata a natureza como objeto a dominar
Veja funcionando
| Escolástica | Bacon | Galileu | |
|---|---|---|---|
| Fonte do saber | Autoridade de Aristóteles | Experiência e experimento | Experimento e cálculo |
| Método | Dedução a partir de textos | Indução: muitos casos → lei | Hipótese, medida e lei matemática |
| A natureza é | Qualidades e causas finais | Objeto a interrogar e dominar | Livro escrito em matemática |
| Frase-chave | Para quê? (causa final) | Saber é poder | Como? (quanto?) |