Olavo Bilac: o parnasiano que cantou a pátria
O ENEM quase nunca cobra o soneto perfeito de Bilac: cobra o poeta cívico e o cronista.
Em 60 segundos
Bilac é o príncipe dos poetas e o maior parnasiano: soneto, métrica exata, rima rica, a "Profissão de fé" e a "Via Láctea" ("Ora (direis) ouvir estrelas!"). Mas no ENEM ele aparece sobretudo como poeta cívico da Primeira República ("A pátria", Poesias infantis, Hino à Bandeira) e como cronista de jornal. A pergunta é sempre de leitura: que recurso produz o efeito? Na poesia cívica, adjetivos de grandeza exaltam a natureza e a pátria (ufanismo) e o esforço individual promete riqueza. Na crônica, os verbos no futuro mostram a escravidão virando memória de museu.
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Parnasiano: forma perfeita, soneto, "Profissão de fé", "Via Láctea"
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Poeta cívico: ufanismo, natureza exaltada, culto ao trabalho
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Hino à Bandeira: a descrição exalta qualificando cada elemento
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"A pátria": terra fértil + suor individual = riqueza, sem Estado
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Responda pelo recurso do texto, não pela fama do autor