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Olavo Bilac: o parnasiano que cantou a pátria

O ENEM quase nunca cobra o soneto perfeito de Bilac: cobra o poeta cívico e o cronista.

caiu 3× no ENEM · 2023 · 2020 · 2015aula de 2 minutos
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Em 60 segundos

Bilac é o príncipe dos poetas e o maior parnasiano: soneto, métrica exata, rima rica, a "Profissão de fé" e a "Via Láctea" ("Ora (direis) ouvir estrelas!"). Mas no ENEM ele aparece sobretudo como poeta cívico da Primeira República ("A pátria", Poesias infantis, Hino à Bandeira) e como cronista de jornal. A pergunta é sempre de leitura: que recurso produz o efeito? Na poesia cívica, adjetivos de grandeza exaltam a natureza e a pátria (ufanismo) e o esforço individual promete riqueza. Na crônica, os verbos no futuro mostram a escravidão virando memória de museu.

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    Parnasiano: forma perfeita, soneto, "Profissão de fé", "Via Láctea"

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    Poeta cívico: ufanismo, natureza exaltada, culto ao trabalho

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    Hino à Bandeira: a descrição exalta qualificando cada elemento

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    "A pátria": terra fértil + suor individual = riqueza, sem Estado

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    Responda pelo recurso do texto, não pela fama do autor

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Veja funcionando

Poesias (1888)
Profissão de fé: o poeta ourives
Via Láctea: "Ora (direis) ouvir estrelas!"
Soneto, métrica e rima rica
Poesias infantis (1904): "A pátria"
Hino à Bandeira (1906)
Ufanismo e culto ao trabalho
Crônica de jornal
"A escravidão" (1902)
Tom indignado, adjetivação forte
Adjetivação que exalta
Ideologia da Primeira República
Efeito dos tempos verbais
O parnasiano
O poeta cívico
O cronista
O que o ENEM cobra
Olavo Bilac (1865–1918)
Três faces do mesmo autor. As questões do ENEM vieram das duas últimas, sempre pedindo o efeito de um recurso do texto.