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Machado de Assis: a ironia que desmascara

O narrador elogia, justifica, se distrai. Você lê o contrário e encontra a crítica à elite do Império.

caiu 8× no ENEM · 2021 (2) · 2024 · 2022aula de 2 minutos
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Em 60 segundos

Machado de Assis é o maior nome do Realismo brasileiro (Memórias póstumas de Brás Cubas, 1881; Quincas Borba; Dom Casmurro). Ele não mostra o ser humano determinado pelo meio, como os naturalistas: investiga a alma e a hipocrisia social. Sua arma é a ironia: o narrador elogia, justifica ou finge distração, e você percebe o oposto. Para ler, confronte o comentário do narrador com os fatos que ele mesmo conta. O alvo costuma ser a elite do Segundo Reinado: escravidão naturalizada, vaidade, parecer em vez de ser.

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    Realista, não naturalista: psicologia, não determinismo biológico

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    Ironia: o narrador diz uma coisa, os fatos narrados mostram outra

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    Alvo frequente: elite escravocrata, vaidade, aparência × essência

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    O contexto histórico (fim do Império) pode ser a chave da ironia

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    Palavras escolhidas revelam o que a personagem sente

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Veja funcionando

ObraO narrador diz ou mostraO que você deve perceber
Memórias póstumas (Cotrim)a tortura seria 'puro efeito de relações sociais'a defesa cínica expõe a violência escravista
O alienistaa matraca tinha 'grande energia de divulgação'o sistema espalhava informação falsa
Esaú e JacóFlora inveja a princesa 'que viria a ser imperatriz'elite alienada às vésperas da República
A causa secretaFortunato 'saboreou tranquilo' a dor de Garciaprazer com o sofrimento alheio
Quincas BorbaRubião troca o próprio gosto pelo que 'é de preço'a aparência vencendo a essência
Um homem célebrePestana busca a sonata e sempre sai uma polcatensão entre erudito e popular
O mesmo mecanismo em seis textos: compare o que é dito (coluna do meio) com o que os fatos mostram (coluna da direita). A resposta do ENEM mora na terceira coluna.