Prosa romântica: amor ideal num mundo de interesses
O romance romântico sonha com o amor puro e, por isso mesmo, enxerga o que o corrompe.
Em 60 segundos
No século XIX o romance vira febre nos folhetins e se divide em vertentes: urbana (Senhora), indianista (Iracema), regionalista (Inocência), histórica e até abolicionista (Úrsula, de Maria Firmina dos Reis). A régua é sempre o ideal: amor puro, heroína bela, final moralizante. Repare que é justamente esse ideal que permite a crítica: o ENEM cobra o casamento como negócio, a mulher sem voz e a escravidão condenada pela fé que a sociedade professa. Você acha a resposta no próprio trecho: quem decide, quem fala e o que o narrador condena.
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Vertentes: urbano, indianista, regionalista, histórico e abolicionista
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O ideal (amor puro, moral cristã) é a régua da crítica
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Casamento por interesse é tema central do romance urbano de Alencar
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Mulher idealizada, mas sem voz: quem decide são os homens
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Crítica romântica é moral e indignada; a análise fria é do Realismo