Teatro do Oprimido é um método teatral que sistematiza exercícios, jogos e técnicas teatrais elaboradas pelo teatrólogo brasileiro Augusto Boal, recentemente falecido, que visa à desmecanização física e intelectual de seus praticantes. Partindo do princípio de que a linguagem teatral não deve ser diferenciada da que é usada cotidianamente pelo cidadão comum (oprimido), ele propõe condições práticas para que o oprimido se aproprie dos meios do fazer teatral e, assim, amplie suas possibilidades de expressão. Nesse sentido, todos podem desenvolver essa linguagem e, consequentemente, fazer teatro. Trata-se de um teatro em que o espectador é convidado a substituir o protagonista e mudar a condução ou mesmo o fim da história, conforme o olhar interpretativo e contextualizado do receptor.
Companhia Teatro do Oprimido. Disponível em: www.ctorio.org.br. Acesso em: 1 jul. 2009 (adaptado).
Considerando-se as características do Teatro do Oprimido apresentadas, conclui-se que
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A
Esse modelo teatral é um método tradicional de fazer teatro que usa, nas suas ações cênicas, a linguagem rebuscada e hermética falada normalmente pelo cidadão comum.
B
A forma de recepção desse modelo teatral se destaca pela separação entre atores e público, na qual os atores representam seus personagens e a plateia assiste passivamente ao espetáculo.
C
Sua linguagem teatral pode ser democratizada e apropriada pelo cidadão comum, no sentido de proporcionar-lhe autonomia crítica para compreensão e interpretação do mundo em que vive.
D
O convite ao espectador para substituir o protagonista e mudar o fim da história evidencia que a proposta de Boal se aproxima das regras do teatro tradicional para a preparação de atores.
E
A metodologia teatral do Teatro do Oprimido segue a concepção do teatro clássico aristotélico, que visa à desautomação física e intelectual de seus praticantes.
O ENEM quer ver se você tira uma conclusão fiel das características descritas, sem cair em palavras parecidas com as do texto.
🪤
A armadilha
A E copia a ideia de "desmecanização" do texto, mas cola nela o teatro aristotélico, que é justamente o modelo que Boal contesta.
Quem cai nela marca E, D.
Partindo do princípio de que a linguagem teatral não deve ser diferenciada da que é usada cotidianamente pelo cidadão comum1 (oprimido), ele propõe condições práticas para que o oprimido se aproprie dos meios do fazer teatral2 e, assim, amplie suas possibilidades de expressão. Nesse sentido, todos podem desenvolver essa linguagem3 e, consequentemente, fazer teatro. Trata-se de um teatro em que o espectador é convidado a substituir o protagonista4 e mudar a condução ou mesmo o fim da história, conforme o olhar interpretativo e contextualizado do receptor.
1“a linguagem teatral não deve ser diferenciada da que é usada cotidianamente pelo cidadão comum” — Linguagem de todo dia: derruba a A.
2“o oprimido se aproprie dos meios do fazer teatral” — O teatro passa a ser de todos: democratização.
3“todos podem desenvolver essa linguagem” — Confirma a ideia central da C.
4“o espectador é convidado a substituir o protagonista” — Plateia ativa: derruba B e D.
Cada característica aponta para o cidadão comum se apropriando do teatro.
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