A discussão sobre “o fim do livro de papel” com a chegada da mídia eletrônica me lembra a discussão idêntica sobre a obsolescência do folheto de cordel. Os folhetos talvez não existam mais daqui a 100 ou 200 anos, mas, mesmo que isso aconteça, os poemas de Leandro Gomes de Barros ou Manuel Camilo dos Santos continuarão sendo publicados e lidos — em CD-ROM, em livro eletrônico, em “chips quânticos”, sei lá o quê. O texto é uma espécie de alma imortal, capaz de reencarnar em corpos variados: página impressa, livro em Braille, folheto, “coffee-table book”, cópia manuscrita, arquivo PDF… Qualquer texto pode se reencarnar nesses (e em outros) formatos, não importa se é Moby Dick ou Viagem a São Saruê, se é Macbeth ou O livro de piadas de Casseta & Planeta.
TAVARES, B. Disponível em: http://jornaldaparaiba.globo.com.
Ao refletir sobre a possível extinção do livro impresso e o surgimento de outros suportes em via eletrônica, o cronista manifesta seu ponto de vista, defendendo que
👉 Tente resolver: clique na alternativa e confirme sua resposta.Rascunho de prova: ✕ elimina, ★ marca como provável (no celular, arraste a alternativa pro lado).
⏱00:00
A
O cordel é um dos gêneros textuais, por exemplo, que será extinto com o avanço da tecnologia.
B
O livro impresso permanecerá como objeto cultural veiculador de impressões e de valores culturais.
C
O surgimento da mídia eletrônica decretou o fim do prazer de se ler textos em livros e suportes impressos.
D
Os textos continuarão vivos e passíveis de reprodução em novas tecnologias, mesmo que os livros desapareçam.
E
Os livros impressos desaparecerão e, com eles, a possibilidade de se ler obras literárias dos mais diversos gêneros.
O ENEM quer ver se você separa o texto (a obra) do suporte em que ele circula, que é a distinção que sustenta toda a crônica.
🪤
A armadilha
Quem para de ler antes do “mas” fica só com “os folhetos talvez não existam mais” e conclui que a literatura vai morrer junto com o papel. Assim cai na E ou na A.
Quem cai nela marca E, A.
Os folhetos talvez não existam mais1 daqui a 100 ou 200 anos, mas, mesmo que isso aconteça2, os poemas de Leandro Gomes de Barros ou Manuel Camilo dos Santos continuarão sendo publicados e lidos3 — em CD-ROM, em livro eletrônico, em “chips quânticos”, sei lá o quê. O texto é uma espécie de alma imortal, capaz de reencarnar em corpos variados4: página impressa, livro em Braille, folheto, “coffee-table book”, cópia manuscrita, arquivo PDF…
1“Os folhetos talvez não existam mais” — Concessão: admite que o suporte pode acabar.
2“mas, mesmo que isso aconteça” — Virada adversativa: a tese do cronista vem a seguir.
3“continuarão sendo publicados e lidos” — A tese: os textos sobrevivem em outros formatos.
4“O texto é uma espécie de alma imortal, capaz de reencarnar em corpos variados” — Metáfora-síntese: texto = alma; suporte = corpo.
Leia o que vem depois do “mas”: ali está o ponto de vista do cronista.
A explicação completa tem 3 passos para você tentar antes de revelar, o motivo de cada alternativa estar certa ou errada.
🔒
Explicação detalhada da IA
Entenda por que cada alternativa está certa ou errada, passo a passo — gerado pela IA do Esmer.
Com a conta grátis você vê 3 explicações completas. No Premium, todas — e ainda o diagnóstico do seu erro.
⚡ Com a conta grátis você responde as questões oficiais e vê o gabarito