Há tempos que a leitura está em pauta. E, diz-se, em crise. Comenta-se esta crise, por exemplo, apontando a precariedade das práticas de leitura, lamentando a falta de familiaridade dos jovens com livros, reclamando da falta de bibliotecas em tantos municípios, do preço dos livros em livrarias, num nunca acabar de problemas e de carências. Mas, de um tempo para cá, pesquisas acadêmicas vêm dizendo que talvez não seja exatamente assim, que brasileiros leem, sim, só que leem livros que as pesquisas tradicionais não levam em conta. E, também de um tempo para cá, políticas educacionais têm tomado a peito investir em livros e em leitura.
Os falantes, nos textos que produzem, sejam orais ou escritos, posicionam-se frente a assuntos que geram consenso ou despertam polêmica.
No texto, a autora
👉 Tente resolver: clique na alternativa e confirme sua resposta.Rascunho de prova: ✕ elimina, ★ marca como provável (no celular, arraste a alternativa pro lado).
⏱00:00
A
Ressalta a importância de os professores incentivarem os jovens às práticas de leitura.
B
Critica pesquisas tradicionais que atribuem a falta de leitura à precariedade de bibliotecas.
C
Rebate a ideia de que as políticas educacionais são eficazes no combate à crise de leitura.
D
Questiona a existência de uma crise de leitura com base nos dados de pesquisas acadêmicas.
E
Atribui a crise da leitura à falta de incentivos e ao desinteresse dos jovens por livros de qualidade.
O ENEM quer ver se você acha a virada marcada pelo “Mas” e separa a voz da autora da opinião corrente que ela relata.
🪤
A armadilha
A primeira metade lista queixas sobre a crise (jovens sem livros, falta de bibliotecas, preços). Quem para ali marca E ou B, atribuindo à autora a voz que ela relata justamente para contestar.
Quem cai nela marca E, B.
Há tempos que a leitura está em pauta. E, diz-se,1 em crise. Comenta-se esta crise2, por exemplo, apontando a precariedade das práticas de leitura, lamentando a falta de familiaridade dos jovens com livros, reclamando da falta de bibliotecas em tantos municípios, do preço dos livros em livrarias, num nunca acabar de problemas e de carências. Mas, de um tempo para cá, pesquisas acadêmicas vêm dizendo que talvez não seja exatamente assim3, que brasileiros leem, sim, só que leem livros que as pesquisas tradicionais não levam em conta4. E, também de um tempo para cá, políticas educacionais têm tomado a peito investir em livros e em leitura.
1“E, diz-se,” — Voz genérica: a crise é o que “se diz”, não o que a autora afirma.
2“Comenta-se esta crise” — Mais uma marca de discurso alheio.
3“Mas, de um tempo para cá, pesquisas acadêmicas vêm dizendo que talvez não seja exatamente assim” — A virada: aqui começa a posição da autora.
4“brasileiros leem, sim, só que leem livros que as pesquisas tradicionais não levam em conta” — O dado que sustenta a dúvida sobre a crise.
Antes do “Mas”, a voz do senso comum; depois dele, os dados que a autora usa para questioná-la.
A explicação completa tem 3 passos para você tentar antes de revelar, o motivo de cada alternativa estar certa ou errada.
🔒
Explicação detalhada da IA
Entenda por que cada alternativa está certa ou errada, passo a passo — gerado pela IA do Esmer.
Com a conta grátis você vê 3 explicações completas. No Premium, todas — e ainda o diagnóstico do seu erro.
⚡ Com a conta grátis você responde as questões oficiais e vê o gabarito