Não dá mais para ler um jornal, revista ou assistir a um telejornal da mesma forma que fazíamos até o surgimento da rede mundial de computadores. O Observatório da Imprensa antecipou isso lá nos idos de 1996 quando cunhou o slogan “Você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito”. De fato, hoje já não basta mais ler o que está escrito ou falado para estar bem informado. É preciso conhecer as entrelinhas e saber que não há objetividade e nem isenção absolutas, porque cada ser humano vê o mundo de uma forma diferente. Ter um pé atrás passou a ser a regra básica número um de quem passa os olhos por uma primeira página, capa de revista ou chamadas de um noticiário na TV.
Há uma diferença importante entre desconfiar de tudo e procurar ver o maior número possível de lados de um mesmo fato, dado ou evento. Apenas desconfiar não resolve porque se trata de uma atitude passiva. É claro, tudo começa com a dúvida, mas a partir dela é necessário ser proativo, ou seja, investigar, estudar, procurar os elementos ocultos que sempre existem numa notícia. No começo é um esforço solitário que pode se tornar coletivo à medida que mais pessoas descobrem sua vulnerabilidade informativa.
No texto, os argumentos apresentados permitem inferir que o objetivo do autor é convencer os leitores a
👉 Tente resolver: clique na alternativa e confirme sua resposta.Rascunho de prova: ✕ elimina, ★ marca como provável (no celular, arraste a alternativa pro lado).
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A
Buscarem fontes de informação comprometidas com a verdade.
B
Privilegiarem notícias veiculadas em jornais de grande circulação.
C
Adotarem uma postura crítica em relação às informações recebidas.
D
Questionarem a prática jornalística anterior ao surgimento da internet.
E
Valorizarem reportagens redigidas com imparcialidade diante dos fatos.
O ENEM quer ver se você encontra a tese do autor em vez de se prender a uma palavra solta do texto.
🪤
A armadilha
Quem lê “objetividade” e “isenção” e pensa em fontes imparciais marca a A ou a E. Mas o autor diz o contrário: isenção absoluta não existe, por isso o leitor precisa ler criticamente.
Quem cai nela marca A, E.
De fato, hoje já não basta mais ler o que está escrito ou falado para estar bem informado. É preciso conhecer as entrelinhas1 e saber que não há objetividade e nem isenção absolutas2, porque cada ser humano vê o mundo de uma forma diferente. Ter um pé atrás passou a ser regra básica número um3 de quem passa os olhos por um primeiro página, capa de revista ou chamadas de um noticiário na TV.
Há uma diferença importante entre desconfiar de tudo e procurar ver o maior número possível de lados de um mesmo fato4, dado ou evento. Apenas desconfiar não resolve5 porque se trata de um atitude passiva. É claro, tudo começa com a dúvida, mas a partir dela é necessário ser proativo, ou seja, investigar, estudar, procurar os elementos ocultos6 que sempre existem numa notícia.
1“É preciso conhecer as entrelinhas” — Recomendação direta ao leitor: é a tese.
2“não há objetividade e nem isenção absolutas” — Por isso não adianta buscar fonte “imparcial” (derruba A e E).
3“Ter um pé atrás passou a ser regra básica número um” — Postura de quem lê, não de quem escreve.
4“procurar ver o maior número possível de lados de um mesmo fato” — O que o autor propõe: confrontar versões.
5“Apenas desconfiar não resolve” — Desconfiança passiva não basta.
6“investigar, estudar, procurar os elementos ocultos” — A postura crítica ativa que o texto defende.
Todas as marcas apontam para o leitor e para a forma como ele deve ler.
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