“Vida perfeita” em redes sociais pode afetar a saúde mental
Nas várias redes sociais que povoam a internet, os chamados digital influencers estão sempre felizes e pregam a felicidade como um estilo de vida. Essas pessoas espalham conteúdo para milhares de seguidores, ditando tendência e mostrando um estilo de vida sonhado por muitos, como o corpo esbelto, viagens incríveis, casas deslumbrantes, carros novos e alegria em tempo integral, algo bem improvável de ocorrer o tempo todo, aponta Carla Furtado, mestre em psicologia e fundadora do Instituto Feliciência.
A problemática pode surgir com a busca incessante por essa felicidade, que gera efeitos colaterais em quem consome diariamente a “vida perfeita” de outros. Daí vem o conceito de positividade tóxica: a expressão tem sido usada para abordar uma espécie de pressão pela adoção de um discurso positivo, aliada a uma vida editada para as redes sociais. Para manter a saúde mental e evitar ser atingido pela positividade tóxica, o uso racional das redes sociais é o mais indicado, aconselha a médica psiquiatra Renata Nayara Figueiredo, presidente da Associação Psiquiátrica de Brasília (APBr).
Associada ao ideário de uma “vida perfeita”, a positividade tóxica mencionada no texto é um fenômeno social recente, que se constitui com base em
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A
Representações estereotipadas e superficiais de felicidade.
B
Ressignificações contemporâneas do conceito de alegria.
C
Estilos de vida inacessíveis para a sociedade brasileira.
D
Atitudes contraditórias de influenciadores digitais.
E
Padrões idealizados e nocivos de beleza física.
O ENEM quer ver se você acha a base de um fenômeno descrito no texto sem confundir o todo com um dos exemplos da lista.
🪤
A armadilha
Corpo esbelto, viagens, casas e carros são exemplos da “vida perfeita”. Quem toma um exemplo pelo fundamento marca E (beleza) ou C (estilo de vida caro).
Quem cai nela marca C, E.
Nas várias redes sociais que povoam a internet, os chamados digital influencers estão sempre felizes1 e pregam a felicidade como um estilo de vida. Essas pessoas espalham conteúdo para milhares de seguidores, ditando tendências e mostrando um estilo de vida sonhando por muitos, como o corpo esbelto2, viagens incríveis, casas deslumbrantes, carros novos e alegria em tempo integral3, algo bem improvável de ocorrer o tempo todo4, aponta Carla Furtado, mestre em psicologia e fundadora do Instituto Feliciência.
A problemática pode surgir com a busca incessante por essa felicidade, que gera efeitos colaterais em quem consome diariamente a “vida perfeita” de outros. Daí vem o conceito de positividade tóxica: a expressão tem sido usada para abordar uma espécie de pressão pela adoção de um discurso positivo, aliada a uma vida editada para as redes sociais5.
1“estão sempre felizes” — Felicidade permanente: um padrão, um estereótipo.
2“o corpo esbelto” — Só um exemplo da lista; tomado como base leva à E.
3“alegria em tempo integral” — Mais uma marca de felicidade padronizada.
4“algo bem improvável de ocorrer o tempo todo” — O texto diz que essa imagem é irreal: superficial.
5“vida editada para as redes sociais” — Edição = aparência montada, de fachada.
Os trechos marcados descrevem uma felicidade padronizada e editada; o corpo esbelto é só um exemplo.
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