Olá, como vai?
Eu vou indo e você, tudo bem?
Tudo bem, eu vou indo, correndo
Pegar meu lugar no futuro, e você?
Tudo bem, eu vou indo em busca
De um sono tranquilo, quem sabe?
Quanto tempo...
Pois é, quanto tempo...
Me perdoe a pressa
É a alma dos nossos negócios...
Oh, não tem de que
Eu também só ando a cem
Quando é que você telefona?
Precisamos nos ver por aí
Pra semana, prometo,
Talvez nos vejamos, quem sabe?
Quanto tempo...
Pois é, quanto tempo...
Tanta coisa que eu tinha a dizer
Mas eu sumi na poeira das ruas
Eu também tenho algo a dizer
Mas me foge a lembrança
Por favor, telefone, eu preciso beber
Alguma coisa rapidamente
Pra semana...
O sinal...
Eu procuro você...
Vai abrir! Vai abrir!
Prometo, não esqueço
Por favor, não esqueça
Não esqueço, não esqueço
Adeus...
PAULINHO DA VIOLA. Foi um rio que passou em minha vida . Rio de Janeiro: Odeon, 1970.
A letra da canção apresenta a permanência de uma situação da vida cotidiana ao destacar a
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A
diminuição do comportamento competitivo.
B
importância da memória coletiva.
C
redução da mobilidade urbana.
D
efemeridade dos vínculos de afetividade.
E
obsolescência dos meios de comunicação.
O ENEM quer ver se você lê, na conversa apressada da canção, a fragilidade dos laços afetivos na vida urbana acelerada.
🪤
A armadilha
Quem se prende à palavra "telefone" marca E; quem lê "só ando a cem" como problema de trânsito marca C. A canção não trata de aparelhos ultrapassados nem de mobilidade travada, e sim de encontros que nunca se concretizam.
Quem cai nela marca E, C.
Tudo bem, eu vou indo, correndo Pegar meu lugar no futuro, e você? Tudo bem, eu vou indo em busca De um sono tranquilo, quem sabe? Quanto tempo... Pois é, quanto tempo... Me perdoe a pressa É a alma dos nossos negócios1... Oh, não tem de que Eu também só ando a cem2 Quando é que você telefona? Precisamos nos ver por aí Pra semana, prometo, Talvez nos vejamos, quem sabe?3 Quanto tempo...
Pois é, quanto tempo... Tanta coisa que eu tinha a dizer Mas eu sumi na poeira das ruas4 Eu também tenho algo a dizer Mas me foge a lembrança Por favor, telefone, eu preciso beber Alguma coisa rapidamente Pra semana... O sinal... Eu procuro você... Vai abrir! Vai abrir!5 Prometo, não esqueço Por favor, não esqueça Não esqueço, não esqueço Adeus...
1“Me perdoe a pressa É a alma dos nossos negócios” — A pressa é a regra da vida econômica: não há tempo para o outro.
2“Eu também só ando a cem” — Os dois vivem no mesmo ritmo acelerado.
3“Pra semana, prometo, Talvez nos vejamos, quem sabe?” — O encontro vira promessa vaga, sempre adiada.
4“Mas eu sumi na poeira das ruas” — A cidade dissolve o vínculo.
5“Vai abrir! Vai abrir!” — O sinal de trânsito encerra a conversa: o tempo da rua manda.
As pistas mostram pressa, promessa vaga e despedida: o afeto não se firma.
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