O poema abaixo, de João Cabral de Melo Neto, integra o livro A escola das facas.
A voz do canavial
Voz sem saliva da cigarra, do papel seco que se amassa,
de quando se dobra o jornal: assim canta o canavial,
ao vento que por suas folhas, de navalha a navalha, soa,
vento que o dia e a noite toda o folheia, e nele se esfola.
Sobre o poema, é INCORRETO afirmar que a descrição