Abolição: um fim lento, por lei e por luta
Quase 60 anos entre a primeira lei contra o tráfico e a Lei Áurea, com pressão inglesa, Parlamento e resistência negra.
Em 60 segundos
A abolição no Brasil foi gradual e veio por lei, sob pressão de fora e de dentro. De fora, a Inglaterra forçou o fim do tráfico (Bill Aberdeen, 1845 → Lei Eusébio de Queirós, 1850). Depois vieram o Ventre Livre (1871), os Sexagenários (1885) e a Lei Áurea (13/05/1888), sem indenização aos senhores e sem terra ou apoio aos libertos. Mas não foi só o Parlamento: escravizados resistiram (fugas, quilombos, preservação da cultura africana), advogados como Luiz Gama libertaram gente nos tribunais e artistas como Castro Alves e Chiquinha Gonzaga levaram a causa ao público.
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Tráfico acaba em 1850 (Eusébio de Queirós), sob pressão inglesa
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Leis graduais: Ventre Livre 1871, Sexagenários 1885, Áurea 1888
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Nabuco defendia a via legal: a abolição se decide no Parlamento
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Resistência escrava também é cultural e jurídica, não só armada
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Libertos ficaram sem indenização, terra ou cidadania plena