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Abolição: um fim lento, por lei e por luta

Quase 60 anos entre a primeira lei contra o tráfico e a Lei Áurea, com pressão inglesa, Parlamento e resistência negra.

caiu 6× no ENEM · 2024 · 2021 · 2017aula de 2 minutos
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Em 60 segundos

A abolição no Brasil foi gradual e veio por lei, sob pressão de fora e de dentro. De fora, a Inglaterra forçou o fim do tráfico (Bill Aberdeen, 1845 → Lei Eusébio de Queirós, 1850). Depois vieram o Ventre Livre (1871), os Sexagenários (1885) e a Lei Áurea (13/05/1888), sem indenização aos senhores e sem terra ou apoio aos libertos. Mas não foi só o Parlamento: escravizados resistiram (fugas, quilombos, preservação da cultura africana), advogados como Luiz Gama libertaram gente nos tribunais e artistas como Castro Alves e Chiquinha Gonzaga levaram a causa ao público.

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    Tráfico acaba em 1850 (Eusébio de Queirós), sob pressão inglesa

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    Leis graduais: Ventre Livre 1871, Sexagenários 1885, Áurea 1888

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    Nabuco defendia a via legal: a abolição se decide no Parlamento

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    Resistência escrava também é cultural e jurídica, não só armada

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    Libertos ficaram sem indenização, terra ou cidadania plena

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Veja funcionando

1831
Lei Feijó proíbe o tráfico ("para inglês ver")
1845
Bill Aberdeen: Inglaterra apreende navios negreiros
1850
Lei Eusébio de Queirós: fim do tráfico
1865
Guerra do Paraguai: negros nos Voluntários da Pátria
1871
Lei do Ventre Livre
1880
Nabuco funda a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão
1884
Ceará abole a escravidão
1885
Lei dos Sexagenários
1888
Lei Áurea (13 de maio)
Primeiro cai o tráfico, depois a escravidão em etapas: cada lei é uma concessão arrancada por pressão externa, parlamentar e popular.