República Velha: o poder das oligarquias (1889-1930)
Uma República sem povo: o voto era do coronel, e o país, dos estados que mandavam.
Em 60 segundos
Entre 1889 e 1930 o Brasil foi uma república oligárquica. Na base, o coronel controlava o voto dos trabalhadores dependentes (voto de cabresto, voto aberto, fraude) e trocava esses votos por cargos e verbas do governo: isso é clientelismo. No topo, a política dos governadores (Campos Sales, 1898): a União não intervinha nos estados e apoiava a oligarquia local; em troca, os estados davam votos no Congresso. SP e MG se revezavam (café com leite), mas com brigas, até a ruptura de 1930. Quem ficou de fora reagiu: Canudos, Vacina, Chibata, Contestado. Leis e símbolos da época mostram uma elite que queria controlar o povo, não incluí-lo.
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Coronelismo = troca: votos do curral por cargos e favores do governo
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Política dos governadores: União NÃO intervém; estados garantem o Congresso
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Constituição de 1891: voto aberto, sem censo de renda, analfabetos excluídos
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Revoltas populares questionavam o autoritarismo, não pediam mais governo
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Escravidão acabou em 1888: o que persiste é o racismo, não o cativeiro