Hobbes, Locke e Rousseau: o contrato que cria o Estado
Mesmo contrato, três Estados: um soberano forte, um governo limitado, a vontade geral.
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Os contratualistas perguntam: por que obedecemos ao Estado? A resposta é um pacto entre pessoas que antes viviam num estado de natureza. Para Hobbes, ali era a "guerra de todos contra todos"; por medo, cada um entrega tudo a um soberano absoluto, o Leviatã. Para Locke, já havia direitos naturais (vida, liberdade, propriedade); o governo existe para protegê-los e, se os violar, o povo pode resistir. Para Rousseau, a sociedade corrompeu o homem; o contrato legítimo faz o povo soberano, guiado pela vontade geral. No ENEM, o ponto é saber quem limita o poder e quem o concentra.
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Hobbes: medo da guerra → soberano absoluto e indivisível (Leviatã).
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Locke: governo limitado, protege vida, liberdade e propriedade; há direito de resistência.
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Rousseau: soberania do povo, inalienável, expressa na vontade geral.
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Locke inspirou a Revolução Gloriosa (1688) e o Bill of Rights (1689).
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Hobbes serve de base ao absolutismo; Locke e Rousseau limitam o poder.
Veja funcionando
| Hobbes | Locke | Rousseau | |
|---|---|---|---|
| Estado de natureza | Guerra de todos contra todos | Paz relativa, já com direitos naturais | Homem bom, livre; a sociedade o corrompe |
| Por que o contrato | Medo da morte violenta: segurança | Garantir vida, liberdade e propriedade | Recuperar a liberdade como cidadão |
| Quem é soberano | O governante (Leviatã), absoluto | O povo delega a um governo limitado | O povo, pela vontade geral |
| Pode resistir ao governo? | Não | Sim, se ele violar os direitos | O governo é só executor do povo |
| Regime associado | Absolutismo | Monarquia constitucional, liberalismo | Democracia direta, soberania popular |
| Obra | Leviatã (1651) | Dois tratados sobre o governo (1689) | Do contrato social (1762) |