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Hobbes, Locke e Rousseau: o contrato que cria o Estado

Mesmo contrato, três Estados: um soberano forte, um governo limitado, a vontade geral.

caiu 3× no ENEM · 2020 · 2014 · 2012aula de 2 minutos
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Em 60 segundos

Os contratualistas perguntam: por que obedecemos ao Estado? A resposta é um pacto entre pessoas que antes viviam num estado de natureza. Para Hobbes, ali era a "guerra de todos contra todos"; por medo, cada um entrega tudo a um soberano absoluto, o Leviatã. Para Locke, já havia direitos naturais (vida, liberdade, propriedade); o governo existe para protegê-los e, se os violar, o povo pode resistir. Para Rousseau, a sociedade corrompeu o homem; o contrato legítimo faz o povo soberano, guiado pela vontade geral. No ENEM, o ponto é saber quem limita o poder e quem o concentra.

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    Hobbes: medo da guerra → soberano absoluto e indivisível (Leviatã).

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    Locke: governo limitado, protege vida, liberdade e propriedade; há direito de resistência.

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    Rousseau: soberania do povo, inalienável, expressa na vontade geral.

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    Locke inspirou a Revolução Gloriosa (1688) e o Bill of Rights (1689).

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    Hobbes serve de base ao absolutismo; Locke e Rousseau limitam o poder.

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Veja funcionando

HobbesLockeRousseau
Estado de naturezaGuerra de todos contra todosPaz relativa, já com direitos naturaisHomem bom, livre; a sociedade o corrompe
Por que o contratoMedo da morte violenta: segurançaGarantir vida, liberdade e propriedadeRecuperar a liberdade como cidadão
Quem é soberanoO governante (Leviatã), absolutoO povo delega a um governo limitadoO povo, pela vontade geral
Pode resistir ao governo?NãoSim, se ele violar os direitosO governo é só executor do povo
Regime associadoAbsolutismoMonarquia constitucional, liberalismoDemocracia direta, soberania popular
ObraLeviatã (1651)Dois tratados sobre o governo (1689)Do contrato social (1762)
A linha do soberano decide quase toda questão: concentrado em Hobbes, limitado em Locke, popular em Rousseau.