Kant: o dever vale mais que o resultado
Se a sua regra não pode valer para todo mundo, ela não é moral. Ponto.
Em 60 segundos
Deontologia é a ética do dever. Para Kant, uma ação é moral quando você age por dever, e não por interesse ou inclinação, e quando a regra por trás dela (a máxima) pode virar lei universal. É o imperativo categórico: incondicional, vale para todos, sem "se". O teste é simples: e se todo mundo fizesse isso? Se a regra se destrói ao ser universalizada (a falsa promessa acaba com a confiança em promessas), ela é proibida. Outra fórmula: trate as pessoas sempre como fim, nunca só como meio. As consequências e a felicidade produzida não decidem o valor moral.
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Moral = agir por dever, não por interesse nem pelo resultado
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Teste: a máxima pode valer como lei para todos sem se contradizer?
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Pessoa é fim em si mesma, nunca só meio
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Utilitarismo e consequencialismo são o oposto de Kant
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A regra de ouro é a versão popular do imperativo categórico
Veja funcionando
| Se a alternativa diz… | Ética | Autor |
|---|---|---|
| agir por dever; máxima vale como lei universal | Deontologia (imperativo categórico) | Kant |
| a maior felicidade para o maior número | Utilitarismo | Bentham, Mill |
| os fins justificam os meios; julgar pelo resultado | Consequencialismo | vários |
| norma válida pelo consenso no diálogo | Ética do discurso | Habermas |
| preservar a vida futura na Terra | Princípio responsabilidade | Hans Jonas |
| virtude, justo meio, finalidade (télos) | Ética teleológica / da virtude | Aristóteles |