Relativismo: e se o certo for invenção humana?
Para os sofistas, a moral é convenção; para Sócrates, verdade universal. O ENEM cobra essa briga.
Em 60 segundos
O relativismo moral diz que certo e errado variam conforme a cultura e a época: não há uma verdade moral universal. A raiz está nos sofistas, que separavam o que é por natureza (physis) do que é por convenção (nomos). Para Trasímaco, a justiça é invenção humana a serviço de interesses. Contra eles, Sócrates e Platão buscavam valores universais e objetivos. O ENEM também cobra os herdeiros dessa ideia: valores que mudam com a história e a sociedade e o niilismo de Nietzsche, quando os valores supremos perdem o valor.
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Relativismo: valores dependem da cultura e da época
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Sofistas: moral é convenção (nomos), não natureza (physis)
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Sócrates e Platão: o justo é real, universal e objetivo
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Convenção = contingente: poderia ser diferente
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Niilismo: os valores supremos perdem o valor
Veja funcionando
| Posição | De onde vem a moral? | Quem defende |
|---|---|---|
| Universalismo | Verdade objetiva, igual para todos | Sócrates e Platão |
| Convencionalismo | Regras inventadas pela sociedade (nomos) | Sofistas (Trasímaco) |
| Relativismo cultural | Cada cultura e época tem seus valores | Herdeiros dos sofistas |
| Ética histórico-social | Valores formados na história e na vida coletiva | Ética contemporânea |
| Niilismo | Os valores supremos perderam o valor | Nietzsche (diagnóstico) |