Entrar

Relativismo: e se o certo for invenção humana?

Para os sofistas, a moral é convenção; para Sócrates, verdade universal. O ENEM cobra essa briga.

caiu 3× no ENEM · 2016 · 2015 · 2010aula de 2 minutos
1

Em 60 segundos

O relativismo moral diz que certo e errado variam conforme a cultura e a época: não há uma verdade moral universal. A raiz está nos sofistas, que separavam o que é por natureza (physis) do que é por convenção (nomos). Para Trasímaco, a justiça é invenção humana a serviço de interesses. Contra eles, Sócrates e Platão buscavam valores universais e objetivos. O ENEM também cobra os herdeiros dessa ideia: valores que mudam com a história e a sociedade e o niilismo de Nietzsche, quando os valores supremos perdem o valor.

  • ✓

    Relativismo: valores dependem da cultura e da época

  • ✓

    Sofistas: moral é convenção (nomos), não natureza (physis)

  • ✓

    Sócrates e Platão: o justo é real, universal e objetivo

  • ✓

    Convenção = contingente: poderia ser diferente

  • ✓

    Niilismo: os valores supremos perdem o valor

2

Veja funcionando

PosiçãoDe onde vem a moral?Quem defende
UniversalismoVerdade objetiva, igual para todosSócrates e Platão
ConvencionalismoRegras inventadas pela sociedade (nomos)Sofistas (Trasímaco)
Relativismo culturalCada cultura e época tem seus valoresHerdeiros dos sofistas
Ética histórico-socialValores formados na história e na vida coletivaÉtica contemporânea
NiilismoOs valores supremos perderam o valorNietzsche (diagnóstico)
Só a primeira linha diz que a moral é universal e fixa; as outras a prendem à convenção, à cultura ou à história.