Contrato social: do estado de natureza ao Estado
Hobbes, Locke e Rousseau partem do mesmo lugar e chegam a Estados bem diferentes.
Em 60 segundos
Os contratualistas (Hobbes, Locke, Rousseau) explicam o Estado como fruto de um pacto, não da natureza nem de Deus. Todos partem da mesma hipótese: um estado de natureza, condição original sem governo, em que os homens são iguais. Divergem sobre como é esse estado e, por isso, sobre o Estado que sai do contrato: Hobbes vê guerra de todos contra todos e quer um soberano absoluto; Locke quer um governo limitado que proteja vida, liberdade e propriedade; Rousseau vê o homem natural pacífico e funda a soberania na vontade geral. No século XX, Rawls retoma a ideia: regras são justas se todos podem aceitá-las.
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Estado nasce de um acordo, não da natureza nem do direito divino
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Ponto comum: igualdade na condição original (estado de natureza)
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Hobbes: guerra de todos contra todos → soberano absoluto
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Locke: governo limitado, protege a propriedade; há direito de resistência
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Rousseau: homem natural pacífico → soberania popular, vontade geral
Veja funcionando
| Hobbes | Locke | Rousseau | |
|---|---|---|---|
| Estado de natureza | Guerra de todos contra todos | Livre e regido pela lei natural, mas inseguro | Pacífico: o homem nasce bom |
| Igualdade natural | Sim | Sim | Sim |
| Por que pactuar | Medo da morte violenta | Garantir vida, liberdade e propriedade | Superar a desigualdade criada pela sociedade |
| Estado que nasce | Soberano absoluto (Leviatã) | Governo limitado; direito de resistência | Soberania do povo: vontade geral |