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Contrato social: do estado de natureza ao Estado

Hobbes, Locke e Rousseau partem do mesmo lugar e chegam a Estados bem diferentes.

caiu 4× no ENEM · 2020 · 2019 · 2018aula de 2 minutos
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Em 60 segundos

Os contratualistas (Hobbes, Locke, Rousseau) explicam o Estado como fruto de um pacto, não da natureza nem de Deus. Todos partem da mesma hipótese: um estado de natureza, condição original sem governo, em que os homens são iguais. Divergem sobre como é esse estado e, por isso, sobre o Estado que sai do contrato: Hobbes vê guerra de todos contra todos e quer um soberano absoluto; Locke quer um governo limitado que proteja vida, liberdade e propriedade; Rousseau vê o homem natural pacífico e funda a soberania na vontade geral. No século XX, Rawls retoma a ideia: regras são justas se todos podem aceitá-las.

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    Estado nasce de um acordo, não da natureza nem do direito divino

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    Ponto comum: igualdade na condição original (estado de natureza)

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    Hobbes: guerra de todos contra todos → soberano absoluto

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    Locke: governo limitado, protege a propriedade; há direito de resistência

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    Rousseau: homem natural pacífico → soberania popular, vontade geral

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Veja funcionando

HobbesLockeRousseau
Estado de naturezaGuerra de todos contra todosLivre e regido pela lei natural, mas inseguroPacífico: o homem nasce bom
Igualdade naturalSimSimSim
Por que pactuarMedo da morte violentaGarantir vida, liberdade e propriedadeSuperar a desigualdade criada pela sociedade
Estado que nasceSoberano absoluto (Leviatã)Governo limitado; direito de resistênciaSoberania do povo: vontade geral
A linha da igualdade é igual nos três: é o ponto comum. As outras linhas mostram por que cada contrato gera um Estado diferente.