Maquiavel: o poder como ele é, não como deveria ser
Maquiavel não ensina a ser mau: ele separa a política da moral e julga a ação pelo resultado.
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Maquiavel (O Príncipe, séc. XVI) funda a política moderna ao separar política de moral e de religião. Ele descreve o poder como ele é (a verdade efetiva das coisas), não como deveria ser. Como os homens são interesseiros e volúveis, o príncipe não pode contar com o afeto: ser temido é mais seguro que ser amado. A ação política é julgada pelo resultado, conservar o Estado e a ordem, mesmo com dureza pontual. Os acontecimentos dependem da fortuna (acaso) e da virtù (a capacidade humana de agir na hora certa); essa confiança na ação humana é humanismo renascentista.
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Política tem critério próprio, separado da moral cristã
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O governante é julgado pelo resultado: conservar o Estado
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Homens são interesseiros e volúveis: temido é mais seguro que amado
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Fortuna é acaso (não riqueza); virtù é a capacidade de agir
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Fins justificam os meios: resumo atribuído, não frase do livro