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Maquiavel: o poder como ele é, não como deveria ser

Maquiavel não ensina a ser mau: ele separa a política da moral e julga a ação pelo resultado.

caiu 4× no ENEM · 2019 · 2013 · 2012aula de 2 minutos
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Em 60 segundos

Maquiavel (O Príncipe, séc. XVI) funda a política moderna ao separar política de moral e de religião. Ele descreve o poder como ele é (a verdade efetiva das coisas), não como deveria ser. Como os homens são interesseiros e volúveis, o príncipe não pode contar com o afeto: ser temido é mais seguro que ser amado. A ação política é julgada pelo resultado, conservar o Estado e a ordem, mesmo com dureza pontual. Os acontecimentos dependem da fortuna (acaso) e da virtù (a capacidade humana de agir na hora certa); essa confiança na ação humana é humanismo renascentista.

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    Política tem critério próprio, separado da moral cristã

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    O governante é julgado pelo resultado: conservar o Estado

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    Homens são interesseiros e volúveis: temido é mais seguro que amado

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    Fortuna é acaso (não riqueza); virtù é a capacidade de agir

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    Fins justificam os meios: resumo atribuído, não frase do livro

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Veja funcionando

verdade efetiva das coisas
o poder como é, não como deveria ser
critério: conservar o Estado
dureza pontual pode evitar violência maior
interesseiros
ingratos e volúveis
os dois seria o ideal
temido é mais seguro
acaso, sorte (não riqueza)
decide metade dos atos
capacidade humana de agir
controla a outra metade
Realismo político
Política separada da moral
Natureza humana
Temido × amado
Fortuna
Virtù
Maquiavel, O Príncipe
Os ramos de cima explicam a separação entre política e moral; os de baixo, a ação humana entre o acaso (fortuna) e a capacidade de agir (virtù).