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Texto publicitário: o que a peça quer que você faça

Todo anúncio termina num pedido. Ache o pedido e você acha a resposta.

caiu 22× no ENEM · 2020 (5) · 2017 (4) · 2023 (2)aula de 2 minutos
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Em 60 segundos

Todo texto publicitário quer que você faça algo: comprar, denunciar, mudar um hábito ou simpatizar com uma marca. Por isso ele fala com você (2ª pessoa, imperativo: “Denuncie!”, “Leia para uma criança”) e junta palavra e imagem: muitas vezes o sentido só nasce da soma, como o megafone em forma de arma. No ENEM, separe três coisas: quem assina (o emissor), o argumento (o dado que justifica) e a finalidade (a ação pedida, quase sempre no fim). A resposta costuma ser a finalidade.

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    Finalidade = a ação que a peça pede ao leitor.

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    Imperativo e “você” marcam o apelo direto ao público-alvo.

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    O sentido nasce da soma verbal + não verbal: leia os dois.

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    Quem assina (ministério, empresa) não é o tema da peça.

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    Campanha social muda comportamento; anúncio comercial vende.

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Veja funcionando

#JuntasSomosMaisFortes1. Disque 1802. A Defensoria não para! Eu uso máscara mas não me calo!3 Em tempos de isolamento social por conta da pandemia de covid-19, a Defensoria Pública alerta para o aumento da violência contra a mulher4! Não se cale! Denuncie!5
  1. 1“#JuntasSomosMaisFortes” — Voz coletiva: o público-alvo (as mulheres) se reconhece na peça.
  2. 2“Disque 180” — Canal: o meio para agir, não a finalidade.
  3. 3“Eu uso máscara mas não me calo!” — Trocadilho que só funciona com a imagem das mulheres de máscara: máscara não é silêncio.
  4. 4“a Defensoria Pública alerta para o aumento da violência contra a mulher” — Argumento: o dado que justifica a campanha. Verdadeiro, mas não é o objetivo.
  5. 5“Não se cale! Denuncie!” — Imperativo final: aqui está a finalidade, a ação pedida ao leitor.
Anatomia de uma campanha: emissor, canal, argumento e, no fim, o pedido. A finalidade está no imperativo, não no dado que o justifica.