Nova DIT: a fábrica vai, o comando fica
Na globalização, o produto é fatiado pelo mundo; quem fica com a tecnologia e a marca fica com o valor.
Em 60 segundos
Na DIT clássica, a periferia exportava matéria-prima e o centro, produtos industrializados: troca desigual, que Galeano chamou de especializar-se em perder. Na Nova DIT, a divisão não é mais por setor: o produto é fatiado em etapas espalhadas pelo mundo conforme a vantagem de cada lugar (salário baixo, imposto menor, recurso, porto). Os países centrais se desindustrializam sem perder o comando: ficam com pesquisa, projeto, finanças e marca, onde está o valor agregado. Tudo isso só funciona com organização em rede e tecnologia da informação.
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DIT clássica: periferia exporta básicos, centro exporta manufaturas
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Nova DIT: etapas espalhadas por vantagens locacionais
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Centro fica com P&D, marca e finanças: domínio tecnológico
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Rede + tecnologia da informação coordenam a produção a distância
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Sair da periferia exige agregar valor: ciência e inovação
Veja funcionando
| DIT clássica | Nova DIT | |
|---|---|---|
| Critério | Por setor: agrícola × industrial | Por etapa da cadeia produtiva |
| Periferia faz | Matéria-prima e alimentos | Básicos e também montagem barata |
| Centro faz | Indústria | P&D, projeto, marca, finanças |
| Onde fica o valor | Nos manufaturados do centro | Na tecnologia e no comando do centro |
| O que viabiliza | Colônias e imperialismo | Rede, TI e transporte barato |
| Efeito no trabalho | Exploração de recursos da periferia | Mobilidade, precarização, corrida por salário baixo |