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Inferência: concluir sem inventar

A resposta não está escrita, mas cada palavra dela tem uma pista no texto.

caiu 141× no ENEM · 2020 (21) · 2019 (17) · 2016 (15)aula de 2 minutos
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Em 60 segundos

Inferir é concluir algo que o texto não diz com todas as letras, mas sustenta. Você junta pistas: um conectivo (“graças a tudo isso”, “porque”), uma palavra que retoma outra, o tom, quem fala e para quem. A conclusão certa fica no meio do caminho: vai além do literal, mas não além das pistas. Três erros rondam: pegar só um detalhe (verdade parcial), ir longe demais (extrapolação) e virar o sentido ao contrário (inversão). Antes de marcar, pergunte: que frase do texto me autoriza a dizer isso?

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    Toda inferência precisa de uma pista no texto que a autorize.

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    Conectivos e retomadas (“tudo isso”, “porque”) guardam a resposta.

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    Expressão desconhecida? Deduza pelo que vem logo antes e depois.

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    Um detalhe verdadeiro não é a conclusão do texto inteiro.

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    Se a alternativa exige algo que o texto não diz, é extrapolação.

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Veja funcionando

Conectivos: “graças a”, “porque”, “mas”
Retomadas: “tudo isso”, “isso”
Tom e escolha de palavras
Título e imagens
Quem fala e para quem
Gênero e época do texto
O que o comando pergunta
Vai além do literal
Cabe inteira nas pistas
Explica o texto todo
Um detalhe verdadeiro no lugar do todo
Tema vizinho que o texto não trata
Generalização além do dito
Sentido oposto ao do texto
Sentimento atribuído à pessoa errada
Pistas no texto
Contexto
Conclusão sustentada
Erro: parcial
Erro: extrapolação
Erro: inversão
Inferência
Pistas e contexto levam à conclusão sustentada. Os três ramos de erro são os que o ENEM mais usa nas alternativas erradas.