Ceticismo: duvidar da certeza, não de tudo por preguiça
Para o cético, a cada argumento cabe outro igualmente forte; por isso ele suspende o juízo.
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O ceticismo desconfia que você consiga um conhecimento certo e definitivo. Para Pirro, nada é mais isto do que aquilo: a cada argumento cabe outro igualmente forte. A saída é a epoché (suspender o juízo) e, com ela, a ataraxia (tranquilidade, indiferença). Na prática, o cético segue a lei e o costume sem afirmar que são verdadeiros. Hume é um cético moderado: vive pela experiência e pelo hábito, mas nega certeza absoluta. Cuidado: Descartes usa a dúvida só como método provisório para chegar a uma certeza (o cogito); isso não é ceticismo.
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Cético questiona a certeza do saber; não é quem nega tudo por preguiça
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Epoché = suspender o juízo; ataraxia = tranquilidade que vem disso
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Pirro seguia lei e costume: ceticismo não é desprezar convenções
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Dúvida cética é permanente; a de Descartes é método rumo à certeza
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Solipsismo leva a dúvida ao extremo: só a minha mente é certa
Veja funcionando
| Posição | Do que duvida | Aonde chega |
|---|---|---|
| Ceticismo pirrônico (Pirro) | De toda afirmação: nada é mais isto do que aquilo | Suspende o juízo (epoché) e fica indiferente |
| Ceticismo moderado (Hume) | Das certezas da razão e da causalidade | Vive pelo hábito e pela experiência, sem certeza absoluta |
| Solipsismo | Do mundo externo e das outras mentes | Só a própria mente é certamente real |
| Dúvida metódica (Descartes) | Dos sentidos, do mundo, até da matemática | Provisória: acha o cogito, saber inabalável |
| Dogmatismo (o oposto) | De nada: afirma sem examinar | Certezas que não passaram pela dúvida |