Razão ou experiência: de onde vem o saber?
Descartes aposta na razão, Hume nos sentidos, e Kant inverte o jogo entre sujeito e objeto.
Em 60 segundos
De onde vem o conhecimento? O racionalismo (Descartes) responde: da razão, com ideias inatas e verdades que não dependem dos sentidos. O empirismo (Locke, Hume) responde: da experiência. Para Hume, toda ideia é cópia de uma impressão e a mente só combina o que os sentidos deram (montanha de ouro = ouro + montanha). Kant faz a síntese com a revolução copernicana: o conhecimento começa na experiência, mas os objetos se regulam pelas formas do sujeito. No ENEM, textos que põem o corpo e a percepção na base do saber (Merleau-Ponty) ficam do lado da experiência, contra a razão anterior a ela.
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Racionalismo: razão e ideias inatas (Descartes)
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Empirismo: toda ideia vem da experiência sensível (Hume)
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Ideia inventada = recombinação de impressões dos sentidos
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Kant: os objetos se regulam pelo conhecimento (síntese)
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Corpo e percepção como base do saber = contra a razão anterior
Veja funcionando
| Racionalismo | Empirismo | Kant | |
|---|---|---|---|
| Fonte do conhecimento | Razão | Experiência sensível | Experiência + formas do sujeito |
| Ideias inatas? | Sim | Não: a mente só recebe e combina | Não, mas há formas a priori |
| Autores | Descartes, Leibniz | Locke, Hume | Crítica da razão pura |
| Método típico | Dedução, modelo matemático | Observação, indução | Revolução copernicana |
| Frase-pista | Penso, logo existo | Nada no intelecto sem passar pelos sentidos | Os objetos se regulam pelo conhecimento |