A origem da obra de arte (2002) é uma instalação seminal na obra de Marilá Dardot. Apresentada originalmente em sua primeira exposição individual, no Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte, a obra constitui um convite para a interação do espectador, instigado a compor palavras e sentenças e a distribuí-las pelo campo. Cada letra tem o feitio de um vaso de cerâmica (ou será o contrário?) e, à disposição do espectador, encontram-se utensílios de plantio, terra e sementes. Para abrigar a obra e servir de ponto de partida para a criação dos textos, foi construído um pequeno galpão, evocando uma estufa ou um ateliê de jardinagem. As 1500 letras-vaso foram produzidas pela cerâmica que funciona no Instituto Inhotim, em Minas Gerais, num processo que durou vários meses e contou com a participação de dezenas de mulheres das comunidades do entorno. Plantar palavras, semear ideias é o que nos propõe o trabalho. No contexto de Inhotim, onde natureza e arte dialogam de maneira privilegiada, esta proposição se torna, de certa maneira, mais perto da possibilidade.
Disponível em: www.inhotim.org.br. Acesso em: 22 maio 2013 (adaptado).
A função da obra de arte como possibilidade de experimentação e de construção pode ser constatada no trabalho de Marilá Dardot porque
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A
O projeto artístico acontece ao ar livre.
B
O observador da obra atua como seu criador.
C
A obra integra-se ao espaço artístico e botânico.
D
As letras-vaso são utilizadas para o plantio de mudas.
E
As mulheres da comunidade participam na confecção das peças.
O ENEM quer ver se você separa um fato verdadeiro sobre a obra do fato que responde à pergunta feita.
🪤
A armadilha
C e E são verdadeiras segundo o texto (Inhotim une arte e botânica; mulheres fizeram as peças), mas não explicam “experimentação e construção”. Quem marca pelo “isso está no texto” erra.
Quem cai nela marca C, E, A.
a obra constitui um convite para a interação do espectador1, instigado a compor palavras e sentenças2 e a distribuí-las pelo campo. Cada letra tem o feitio de um vaso de cerâmica (ou será o contrário?) e, à disposição do espectador, encontram-se utensílios de plantio, terra e sementes. Para abrigar a obra e servir de ponto de partida para a criação dos textos, foi construído um pequeno galpão, evocando uma estufa ou um ateliê de jardinagem. As 1500 letras-vaso foram produzidas pela cerâmica que funciona no Instituto Inhotim, em Minas Gerais, num processo que durou vários meses e contou com a participação de dezenas de mulheres3 das comunidades do entorno. Plantar palavras, semear ideias4 é o que nos propõe o trabalho.
1“convite para a interação do espectador” — A obra pede ação, não só olhar.
2“instigado a compor palavras e sentenças” — Quem compõe é o público: ele cria.
3“contou com a participação de dezenas de mulheres” — Verdade, mas é a produção das peças (alternativa E).
4“Plantar palavras, semear ideias” — A metáfora só se realiza com o gesto do visitante.
Separe o que é produção da obra do que é a ação do espectador.
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