Passando por aqui para lembrar algumas palavras, frases e expressões que nos infernizaram em 2023. Inclusive passando por aqui. Se você for proativo, vai achar que é o novo normal. Estarão na sua zona de conforto. Mas, se for reativo como eu, vai achar que é uma narrativa que precisa ser ressignificada. É uma questão de empatia. É sobre entregar um discurso mais robusto e empoderado. Sei bem que não tenho lugar de fala para harmonizar certos pontos fora da curva e que preciso aplicar toda a minha resiliência para fazer um realinhamento. O nível de fitness está hoje num sarrafo muito alto. O fato é que acho cringe essas falas fora da caixinha. Aliás, falar cringe já é meio cringe. Preciso usar a superação para me reinventar e entender que resenha não tem mais a ver com futebol, é qualquer papo, desde que latente. Pensando bem, não é tão difícil. Frases feitas são aquelas que entram por um ouvido e saem pelo outro sem um estágio intermediário no cérebro. A boca fala por conta própria, dispensando-nos de pensar. E não tem problema nisso. Ou as ditas frases se incorporam à língua ou morrem e nascem outras. A língua é assim. Simples assim.
Nesse texto, a estratégia empregada para criticar a constante exposição a palavras, frases e expressões automatizadas é o(a)
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A
menção feita à efemeridade de alguns usos linguísticos aleatórios.
B
subjetividade marcada pela reflexão que se desenvolve em primeira pessoa.
C
efeito estilístico da repetição intencional da palavra “assim” no último parágrafo.
D
sedução sugerida pelo envolvimento direto do leitor marcado nos usos de “você” e “sua”.
E
humor gerado pelo uso das estruturas linguísticas que são objeto da reflexão desenvolvida.
O ENEM quer ver se você percebe que o autor critica os clichês usando os próprios clichês, e que isso gera humor.
🪤
A armadilha
O texto é em primeira pessoa (B) e fala que frases feitas morrem (A), mas esses traços não são a estratégia crítica. A crítica está no acúmulo cômico de "proativo", "novo normal", "lugar de fala", "cringe".
Quem cai nela marca A, B.
Se você for proativo, vai achar que é o novo normal1. Estarão na sua zona de conforto. Mas, se for reativo como eu, vai achar que é uma narrativa que precisa ser ressignificada2. É uma questão de empatia. É sobre entregar um discurso mais robusto e empoderado. Sei bem que não tenho lugar de fala para harmonizar certos pontos fora da curva3 e que preciso aplicar toda a minha resiliência para fazer um realinhamento. O nível de fitness está hoje num sarrafo muito alto4. O fato é que acho cringe essas falas fora da caixinha. Aliás, falar cringe já é meio cringe5. Preciso usar a superação para me reinventar e entender que resenha não tem mais a ver com futebol, é qualquer papo, desde que latente.
1“vai achar que é o novo normal” — Clichê da pandemia usado de propósito.
2“uma narrativa que precisa ser ressignificada” — Dois clichês em uma frase: acúmulo cômico.
3“não tenho lugar de fala para harmonizar certos pontos fora da curva” — Frase com sentido quase nulo: o automatismo exposto.
4“O nível de fitness está hoje num sarrafo muito alto” — Mistura absurda de expressões: humor.
5“falar cringe já é meio cringe” — O autor comenta o próprio uso: crítica metalinguística.
O texto é feito dos clichês que critica; o exagero é que gera humor.
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