Arte moderna: a ruptura com a academia
Toda questão de arte moderna pergunta a mesma coisa: o que ela deixou de obedecer?
Em 60 segundos
A arte acadêmica seguia regras: cor misturada na paleta, contorno nítido, proporção clássica, corpo idealizado e temas nobres. A arte moderna nasce rompendo essas regras. O Impressionismo põe cor pura direto na tela para captar a luz; no Brasil, Anita Malfatti (1917) e a Semana de 22 trocam as normas europeias por cor livre e temas nacionais, e Tarsila leva isso à Antropofagia. No século XX, guerras e psicanálise fazem o rosto se deformar, e até quem pinta realista, como Lucian Freud, recusa o ideal de perfeição. Na prova, a alternativa certa descreve a ruptura; as erradas devolvem a regra acadêmica.
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Moderno = romper com a norma acadêmica (ideal, proporção, contorno)
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Impressionismo: cor pura justaposta, luz do instante, ar livre
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Anita (1917) e Semana de 22: cor livre e temas brasileiros
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Abaporu é de Tarsila e inspira o Manifesto Antropófago (1928)
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Rosto deformado no séc. XX: guerras e psicanálise
Veja funcionando
| Critério | Academia (regra) | Arte moderna (ruptura) | Onde o ENEM cobrou |
|---|---|---|---|
| Cor | misturada na paleta, contida | pura, livre, justaposta na tela | Impressionismo; Anita Malfatti |
| Contorno e sombra | nítido; sombra cinza e preta | diluído; sombra colorida | Monet, Mulher com sombrinha |
| Corpo e rosto | ideal de beleza, proporção | corpo real, marcado ou deformado | Lucian Freud; Francis Bacon |
| Tema | nobre, modelo europeu | cotidiano, povo, Brasil | Semana de 22; Tarsila |
| Objetivo | idealizar, ensinar | registrar a percepção e a subjetividade | todas as questões do nó |