Vanguardas: a arte que quebrou o espelho do real
Cada vanguarda rompeu com a imitação do real de um jeito. Reconheça pelo que a obra mostra, não pelo rótulo decorado.
Em 60 segundos
Entre 1905 e 1930, as vanguardas europeias romperam com a arte acadêmica: perspectiva única, proporção ideal, imitação fiel do real. Cada uma deu sua resposta: o Cubismo quebra o objeto em planos (Picasso bebeu nas máscaras africanas), o Expressionismo deforma para gritar angústia, o Futurismo idolatra máquina e velocidade e quer destruir museus, o Surrealismo pinta o sonho com figuras reconhecíveis, o Abstracionismo abandona a figura. No ENEM, descreva primeiro o que a obra mostra (forma, cor, traço) e só depois escolha o rótulo.
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Vanguarda é ruptura: o novo está na forma, não no tema
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Cubismo fragmenta em planos; Expressionismo deforma para expressar angústia
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Surrealista é figurativo e onírico; abstrato não tem figura
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Impressionismo (fim do séc. XIX) veio antes: não é vanguarda
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Olhe a obra antes de aplicar o rótulo decorado
Veja funcionando
| Movimento | Quando | Marca visual | Nomes |
|---|---|---|---|
| Impressionismo (antes!) | fim do séc. XIX | pincelada solta, luz de um instante | Monet, Eliseu Visconti |
| Expressionismo | c. 1905 | forma distorcida, cor e traço de angústia | Munch, Kirchner, Goeldi |
| Cubismo | 1907 | objeto em planos geométricos, vários ângulos | Picasso, Braque |
| Futurismo | 1909 | velocidade, máquina, ruptura com o passado | Marinetti, Boccioni |
| Abstracionismo | c. 1910 | sem figura: cor, linha e forma puras | Kandinsky, Mondrian |
| Dadaísmo | 1916 | acaso, deboche, antiarte | Duchamp, Tzara |
| Surrealismo | 1924 | sonho e inconsciente em cenas figurativas | Dalí, Magritte, Miró |