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2ª fase modernista: o sertão cru e o eu no mundo

Depois da ruptura de 22, a maturidade: romance de denúncia social e poesia que pensa a existência.

caiu 9× no ENEM · 2012 (2) · 2009 (2) · 2023aula de 2 minutos
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Em 60 segundos

A 2ª fase modernista (1930–1945) é a da maturidade: a ruptura de 22 já estava feita, e a liberdade conquistada serve para olhar o país e o próprio eu. Na prosa, o Romance de 30 (Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, José Lins do Rego, Jorge Amado) mostra seca, fome e êxodo de forma crua, com linguagem próxima da fala regional e o olhar dos oprimidos. Na poesia, Drummond, Cecília Meireles e Jorge de Lima tratam do tempo, da morte, da identidade e do outro com tom reflexivo, não mais de manifesto. A denúncia vem das imagens, não de discurso do narrador.

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    Romance de 30 (regionalista) é da 2ª fase, não da 1ª.

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    Prosa: seca, êxodo e miséria mostrados sem idealização.

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    Poesia: tom reflexivo, existencial e social; sem piada de 22.

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    Drummond: o eu formado pelo lugar e pela sociedade.

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    Cecília: transitoriedade; aceitar que tudo passa leva ao eterno.

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Veja funcionando

1928
A bagaceira (José Américo) abre o ciclo nordestino
1930
O Quinze (Rachel de Queiroz)
1932
Menino de engenho (José Lins do Rego)
1934
São Bernardo (Graciliano Ramos)
1937
Capitães da areia (Jorge Amado)
1938
Vidas secas (Graciliano Ramos)
1939
Viagem (Cecília Meireles)
1940
Sentimento do mundo (Drummond)
1945
A rosa do povo (Drummond)
Prosa regionalista e poesia reflexiva crescem juntas entre 1930 e 1945. Se o ENEM fala em 'Romance de 30', é esta fase, não a heroica de 1922.