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3ª fase do Modernismo: o poema como construção

Depois de 45, a poesia troca o desabafo pelo rigor: cada palavra é pedra posta no lugar.

caiu 3× no ENEM · 2019 · 2016 · 2011aula de 2 minutos
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Em 60 segundos

A partir de 1945 a literatura brasileira busca rigor. A Geração de 45 reage à liberdade 'desleixada' da 1ª fase com formas trabalhadas. O nome que o ENEM mais cobra é João Cabral de Melo Neto: poesia antilírica, sem confissão sentimental, feita de imagens concretas (pedra, faca, ouriço) organizadas como engenharia. Ele reflete sobre a própria palavra (metapoesia) e faz poesia social, como em Morte e vida severina, onde o retirante é um tipo coletivo. Na prosa, a inovação vem de Guimarães Rosa e Clarice Lispector. Leia o poema inteiro e siga o campo de palavras que ele monta.

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    Geração de 45: rigor formal contra o 'desleixo' de 22

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    João Cabral: poesia antilírica, construída, de imagens concretas

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    Metapoesia: a palavra é o próprio objeto do poema

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    Severino é um tipo coletivo: o retirante sem individualidade

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    Prosa pós-45: Guimarães Rosa e Clarice Lispector

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Veja funcionando

rigor formal
volta de formas fixas
reação ao verso livre de 22
antilirismo
imagens concretas
poema como engenharia
A educação pela pedra
a palavra como objeto
Psicologia da composição
Antiode: recusa a flor gasta
Morte e vida severina (1955)
retirante como tipo coletivo
seca e miséria
Guimarães Rosa: linguagem
Clarice: fluxo de consciência
Geração de 45
Cabral: construção
Cabral: metapoesia
Cabral: poesia social
Prosa inovadora
3ª fase (pós-45)
A 3ª fase em um mapa: o rigor de 45, as três faces de João Cabral e a prosa que reinventa a linguagem.