3ª fase do Modernismo: o poema como construção
Depois de 45, a poesia troca o desabafo pelo rigor: cada palavra é pedra posta no lugar.
Em 60 segundos
A partir de 1945 a literatura brasileira busca rigor. A Geração de 45 reage à liberdade 'desleixada' da 1ª fase com formas trabalhadas. O nome que o ENEM mais cobra é João Cabral de Melo Neto: poesia antilírica, sem confissão sentimental, feita de imagens concretas (pedra, faca, ouriço) organizadas como engenharia. Ele reflete sobre a própria palavra (metapoesia) e faz poesia social, como em Morte e vida severina, onde o retirante é um tipo coletivo. Na prosa, a inovação vem de Guimarães Rosa e Clarice Lispector. Leia o poema inteiro e siga o campo de palavras que ele monta.
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Geração de 45: rigor formal contra o 'desleixo' de 22
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João Cabral: poesia antilírica, construída, de imagens concretas
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Metapoesia: a palavra é o próprio objeto do poema
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Severino é um tipo coletivo: o retirante sem individualidade
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Prosa pós-45: Guimarães Rosa e Clarice Lispector