LiteraturaCapítulo 7 de 18: Pré-Modernismo e Modernismo de 22

O que havia de tão ofensivo num poema que diz “Me dá um cigarro”?

O pronome no lugar “errado”. Em 1922, poesia era coisa de ourives, com metro, rima e gramática de Portugal. Um grupo de jovens em São Paulo decidiu que o verso podia ter qualquer tamanho, que a piada era assunto sério e que o português falado no Brasil servia para fazer arte. Mas a rachadura tinha começado vinte anos antes, com escritores que olharam o país que a literatura oficial não via.

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