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Literatura contemporânea: muitas vozes, nenhuma escola

Do pós-1945 até hoje, a marca é a pluralidade: a tradição volta, mas desviada.

caiu 10× no ENEM · 2023 (2) · 2019 (2) · 2012 (2)aula de 2 minutos
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Em 60 segundos

Depois de 1945 não há mais uma escola que dita as regras: convivem estilos, temas e formas. No ENEM, os textos contemporâneos quase sempre retomam a tradição para desviá-la: o fim de um amor acontece à mesa do café, a viagem vira descoberta de quem fica, o Salmo 23 ganha um pastor que vive no lixo. Fique atento a três gestos: cotidiano e tom baixo, ironia e metapoesia (o poema que fala do próprio fazer). A pergunta costuma ser: o que o texto recupera e o que ele muda?

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    Pós-1945: pluralidade de estilos, sem escola dominante

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    Tradição retomada com desvio: paródia, cotidiano, tom menor

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    Ironia: diz uma coisa e critica outra ("meio felizes")

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    Metapoesia: o poema reflete sobre escrever poesia

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    Leia o texto inteiro: a virada ("No entanto", "Eu amo-a") decide

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Veja funcionando

Paródia (Salmo 23 em Manoel de Barros)
Viagem e ausência renovadas
Amor lírico em cena banal
Mesa do café, migalhas de pão
Gesto mínimo no lugar do drama
"Meio felizes" (Verissimo)
"Tudo isso te devo" (Hilda Hilst)
Escrever é cortar (Armando Freitas Filho)
Guardar é iluminar (Antonio Cicero)
Hospício visto com afeto (Maura Lopes Cançado)
O ínfimo e o desimportante
Geração de 45, Concretismo
Poesia marginal, prosa atual
Diálogo com a tradição
Cotidiano e tom baixo
Ironia e crítica
Metapoesia
Vozes das margens
Sem escola única
Literatura contemporânea (pós-1945)
Não existe um estilo contemporâneo: existem gestos que se repetem. Diante de um texto, procure qual deles está em jogo.