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Guimarães Rosa: o sertão reinventado na língua

Rosa escuta a fala do sertão e a transforma em literatura universal.

caiu 3× no ENEM · 2021 · 2014 · 2011aula de 2 minutos
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Em 60 segundos

Guimarães Rosa (Sagarana, 1946; Grande sertão: veredas, 1956) parte da fala sertaneja (ditados, ritmo oral, palavras do interior) e a reinventa com neologismos. O sertão dele é real (latifúndio, jagunços, agregados que vivem de favor), mas também é metáfora da existência: 'o sertão é o mundo'. Em Grande sertão, Riobaldo, ex-jagunço que virou fazendeiro, conta sua vida a um 'senhor' que só ouve e para o tempo todo para filosofar em frases curtas. No ENEM, leia três coisas: a língua (o que ela preserva), a forma da fala e a relação social por trás dela.

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    Língua inventada a partir da fala oral do sertão

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    Ditados e máximas guardam saber coletivo: patrimônio linguístico

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    Riobaldo narra a um 'senhor' e filosofa em aforismos

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    Sertão real (agregados, fazendeiros) e metáfora da vida

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    Regionalismo universal, não documental como o de 30

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Veja funcionando

neologismos
oralidade sertaneja
ditados e provérbios
sintaxe reinventada
Sagarana (1946)
Grande sertão: veredas (1956)
Primeiras estórias (1962)
fala a um 'senhor' ouvinte
ex-jagunço, depois fazendeiro
máximas sobre a vida
latifúndio e jagunços
agregado: livre e dependente
'o sertão é o mundo'
30: documento social
Rosa: invenção e universal
Linguagem
Obras
Riobaldo narrador
Sertão
x Regionalismo de 30
Guimarães Rosa
Os quatro eixos que o ENEM cobra em Rosa: língua, obras, o narrador Riobaldo e o sertão.