Guimarães Rosa: o sertão reinventado na língua
Rosa escuta a fala do sertão e a transforma em literatura universal.
Em 60 segundos
Guimarães Rosa (Sagarana, 1946; Grande sertão: veredas, 1956) parte da fala sertaneja (ditados, ritmo oral, palavras do interior) e a reinventa com neologismos. O sertão dele é real (latifúndio, jagunços, agregados que vivem de favor), mas também é metáfora da existência: 'o sertão é o mundo'. Em Grande sertão, Riobaldo, ex-jagunço que virou fazendeiro, conta sua vida a um 'senhor' que só ouve e para o tempo todo para filosofar em frases curtas. No ENEM, leia três coisas: a língua (o que ela preserva), a forma da fala e a relação social por trás dela.
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Língua inventada a partir da fala oral do sertão
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Ditados e máximas guardam saber coletivo: patrimônio linguístico
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Riobaldo narra a um 'senhor' e filosofa em aforismos
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Sertão real (agregados, fazendeiros) e metáfora da vida
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Regionalismo universal, não documental como o de 30