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Poesia marginal: o verso no mimeógrafo

Nos anos 70, sob censura, a poesia saiu das editoras e falou baixo, com ironia e alegoria.

caiu 4× no ENEM · 2017 · 2016 · 2015aula de 2 minutos
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A poesia marginal (ou geração mimeógrafo) é a dos anos 1970, em plena ditadura. Fora das grandes editoras, os poetas imprimiam livrinhos no mimeógrafo e vendiam de mão em mão. A linguagem é coloquial, curta, irônica; o assunto é o cotidiano, o corpo, o medo. Sob censura, a crítica vem cifrada: alegorias (bichos que vigiam, a bandeira tingida de sangue) e paródia de discursos oficiais ou escolares. Nomes: Cacaso, Chacal, Ana Cristina Cesar e, na mesma geração, Leminski. Não confunda com o Concretismo dos anos 50, que jogava com a forma visual da palavra.

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    Anos 1970, ditadura: crítica cifrada em alegoria e ironia

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    Edição artesanal (mimeógrafo), fora do mercado editorial

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    Linguagem coloquial, poema curto, humor e paródia

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    Apropria discursos não poéticos: manual, legenda, diário

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    Não é Concretismo (anos 50, poema visual)

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Veja funcionando

ditadura militar
AI-5 e censura
anos de chumbo
mimeógrafo
venda de mão em mão
antologia 26 poetas hoje (1976)
coloquial e curta
ironia e humor
alegoria
paródia do discurso oficial
tom de manual escolar
símbolos nacionais subvertidos
Cacaso
Chacal
Ana Cristina Cesar
Paulo Leminski
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Nomes
Poesia marginal (anos 1970)
Contexto, circulação e linguagem andam juntos: poesia feita à margem do mercado e da censura.