Poesia marginal: o verso no mimeógrafo
Nos anos 70, sob censura, a poesia saiu das editoras e falou baixo, com ironia e alegoria.
Em 60 segundos
A poesia marginal (ou geração mimeógrafo) é a dos anos 1970, em plena ditadura. Fora das grandes editoras, os poetas imprimiam livrinhos no mimeógrafo e vendiam de mão em mão. A linguagem é coloquial, curta, irônica; o assunto é o cotidiano, o corpo, o medo. Sob censura, a crítica vem cifrada: alegorias (bichos que vigiam, a bandeira tingida de sangue) e paródia de discursos oficiais ou escolares. Nomes: Cacaso, Chacal, Ana Cristina Cesar e, na mesma geração, Leminski. Não confunda com o Concretismo dos anos 50, que jogava com a forma visual da palavra.
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Anos 1970, ditadura: crítica cifrada em alegoria e ironia
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Edição artesanal (mimeógrafo), fora do mercado editorial
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Linguagem coloquial, poema curto, humor e paródia
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Apropria discursos não poéticos: manual, legenda, diário
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Não é Concretismo (anos 50, poema visual)