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Prosa contemporânea: o que o texto diz sem dizer

Alegoria, ironia e absurdo: a prosa de 1970 para cá raramente fala de frente.

caiu 14× no ENEM · 2015 (3) · 2019 (2) · 2018 (2)aula de 2 minutos
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Em 60 segundos

A prosa brasileira dos anos 1970 para cá raramente diz as coisas de frente. Sob a ditadura, ela critica por alegoria e ironia: uma Companhia que proíbe tapar o sol com peneira, uma Casa de Vidro criada contra o ódio. Depois, mostra a violência e a marginalização urbanas (Rubem Fonseca), ri do absurdo em frases curtas (Verissimo), parodia grandes narrativas (Bonassi) e reflete sobre a própria escrita. Vozes negras e periféricas, como Conceição Evaristo e Cuti, ganham espaço. No ENEM, leia o modo de dizer: o inventado aponta para o real, e o tom é pista.

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    Alegoria: o inventado (a Companhia, a Casa de Vidro) representa o real.

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    Sob a ditadura, a crítica vinha indireta, por ironia e metáfora.

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    Humor contemporâneo nasce do absurdo e da malícia, não só do estilo.

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    Paródia imita um discurso solene para desmontá-lo.

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    Vozes negras e periféricas trazem o preconceito vivido por dentro.

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Veja funcionando

VertenteComo aparecePista no comandoNo ENEM
Alegoria sob a ditaduraProibições absurdas, instituições inventadas“Momento político”, “década de 1970”J. J. Veiga, Ivan Ângelo
Violência e marginalizaçãoPobreza e desemprego empurrando ao crime“Violência”, “desemprego”, campo × cidadeRubem Fonseca
Ironia e humorEventos absurdos, duplo sentido malicioso“Efeito de humor”, “caráter irônico”Verissimo, Dalton Trevisan
ParódiaImita um tom solene para ironizá-lo“Olhar contemporâneo”, “painel”Fernando Bonassi
MetalinguagemA escrita vista como pérola, o poema como garrafa“Fazer poético”, “criação literária”Heloisa Seixas, J. P. Paes
Vozes negras e periféricasO olhar do opressor internalizado pelo eu“Literatura de temática negra”Cuti
As vertentes que o ENEM cobra na prosa (e na poesia) contemporânea. As mais frequentes: a alegoria política e o humor irônico.