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Probabilidade condicional: o "dado que" muda o total

Depois da barra vem o novo universo. É ele que vai no denominador.

caiu 3× no ENEM · 2019 · 2017 · 2014aula de 2 minutos
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Em 60 segundos

P(A∣B)P(A \mid B) é a chance de AA sabendo que BB aconteceu. O universo encolhe para BB: conte só os casos de BB e veja quantos também são AA. Por isso P(A∣B)=n(A∩B)n(B)P(A\mid B) = \frac{n(A \cap B)}{n(B)}. Cuidado: P(A∣B)P(A\mid B) e P(B∣A)P(B\mid A) têm denominadores diferentes e quase nunca são iguais. Quando o enunciado dá porcentagens em dois grupos, invente um total fácil (1 000, 10 000), monte a tabela ou a árvore e conte. E se o evento pode vir por dois caminhos (chove/não chove), some os ramos: cada ramo é P(cenário) × P(evento | cenário).

P(A∣B)=P(A∩B)P(B)P(A \mid B) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(B)}

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    "Dado que B": o total passa a ser só B

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    P(A | B) ≠ P(B | A): veja quem está depois da barra

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    Porcentagens em grupos? Invente 1 000 ou 10 000 casos

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    Árvore: multiplique ao longo do ramo, some os ramos

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Veja funcionando

B (condição)não BTotal
An(A e B)n(A e não B)n(A)
não An(não A e B)n(não A e não B)n(não A)
Totaln(B)n(não B)N
P(A | B) usa só a coluna B: n(A e B) ÷ n(B). Já P(B | A) usaria a linha A: n(A e B) ÷ n(A). Mesma célula em cima, total diferente embaixo.

🎛️ Mude as três taxas e compare P(A | G) com P(G | A): no preset da doença rara, um teste 95% sensível ainda dá poucos doentes entre os positivos.

🧪 Simulação

Dois grupos, um evento: quem é quem?

Num total de 1 000 casos, ajuste o tamanho do grupo G e a taxa do evento A dentro e fora dele.

Casos em G (de 1 000)
300
A e G
150
A e não G
175
Total de A
325
P(A) — soma dos ramos
0,325
P(G | A) — a inversa
0,462
0casos50casos100casos150casos150175
A e G
A e não G
"Dado que A" restringe o universo a estas duas barras.

Dos 325 casos de A, 150 estão em G: P(G | A) = 0,462, bem diferente de P(A | G) = 50%. E P(A) = 0,325.