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Variação histórica: a língua muda com o tempo

Palavra que envelhece não estava errada: era de outra época. E o léxico guarda a história do país.

caiu 7× no ENEM · 2014 (2) · 2025 · 2019aula de 2 minutos
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Em 60 segundos

A língua muda ao longo do tempo: é a variação histórica (ou diacrônica). Palavras caem em desuso (arcaísmos, como defluxo, tunda, convescote) e outras surgem (neologismos e empréstimos). Vossa mercê virou vosmecê e depois você; September do latim virou setembro. Uma forma antiga não é erro nem sinal de língua pobre: só reflete o uso de outra época. O vocabulário também funciona como arquivo: o contato com o tupi, com as línguas africanas dos escravizados e com os imigrantes deixou marcas que distinguem o português do Brasil. Para reconhecer o fenômeno, compare gerações ou épocas, não regiões nem classes.

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    Diacrônica = variação no tempo; percebida comparando gerações

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    Arcaísmo não é erro: é o uso de outra época

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    O português é neolatino: janeiro vem de Januarius

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    Empréstimos registram a história: tupi, línguas africanas, imigração

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    Tempo ≠ região (diatópica) ≠ grupo social (diastrática)

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Veja funcionando

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Do latim ao português do Brasil: cada contato e cada época deixaram marcas no vocabulário, e as palavras continuam envelhecendo.