Variação histórica: a língua muda com o tempo
Palavra que envelhece não estava errada: era de outra época. E o léxico guarda a história do país.
Em 60 segundos
A língua muda ao longo do tempo: é a variação histórica (ou diacrônica). Palavras caem em desuso (arcaísmos, como defluxo, tunda, convescote) e outras surgem (neologismos e empréstimos). Vossa mercê virou vosmecê e depois você; September do latim virou setembro. Uma forma antiga não é erro nem sinal de língua pobre: só reflete o uso de outra época. O vocabulário também funciona como arquivo: o contato com o tupi, com as línguas africanas dos escravizados e com os imigrantes deixou marcas que distinguem o português do Brasil. Para reconhecer o fenômeno, compare gerações ou épocas, não regiões nem classes.
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Diacrônica = variação no tempo; percebida comparando gerações
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Arcaísmo não é erro: é o uso de outra época
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O português é neolatino: janeiro vem de Januarius
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Empréstimos registram a história: tupi, línguas africanas, imigração
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Tempo ≠ região (diatópica) ≠ grupo social (diastrática)